Coloco aqui mais um dos textos que escrevi para o blog Fotografia e Ensino, que tenta ajudar a esclarecer o funcionamento das câmeras fotográficas profissionais.


O funcionamento básico de todas as câmeras fotográficas é parecido – e quando se trata das DSLRs (ou mesmo das SLRs) então, quase nada varia.

A característica fundamental de uma câmera fotográfica é que ela é uma caixa oca que mantém seu interior isolado do ambiente externo – e, por isso mesmo, se chama “câmara”. A única luz que é permitida em seu interior é aquela que teve seus raios perfeitamente organizados pela objetiva.

A objetiva, por sua vez, é um conjunto de lentes, que podem ser planas, esféricas, ou mesmo ter essas características combinadas. Existe uma infinidade de objetivas no mercado, e cada uma causa determinados efeitos (consulte nosso post sobre tipos de objetivas). Dentre eles, pode-se destacar a aproximação de um detalhe da imagem, ou mesmo o efeito inverso, a redução virtual do ambiente para que caiba no enquadramento.

As lentes que compõem a objetiva são chamadas de elementos (1), e, em geral, são feitas de vidro ou material similar.

Partes da câmera fotográfica: elementos da objetiva (1); diafragma (2); espelho basculante (3); obturador (4); plano do sensor ou do filme (5); tela de focalização (6); pentaprisma (7); e lente ocular (8). 

Ainda no interior do corpo da objetiva, no final, temos o diafragma (2), que controla a abertura pela qual a luz sai da objetiva e alcança o interior da câmera, como uma forma de controlar essa quantidade de luz. Em seguida, os raios de luz podem seguir dois caminhos: no primeiro, ela será refletida no espelho (3), atravessa a tela de focalização (6) e sofre mais uma alteração de caminho dentro do pentaprisma (7), o que permite que a imagem atinja o visor da câmera (8), onde está o olho do fotógrafo; esse é o percurso padrão enquanto o fotógrafo está enquadrando a cena e se preparando para o clique. Já no momento do clique, a luz percorre um segundo caminho: ao invés de ser refletida no espelho, que é basculante, este se levanta no sentido da seta e permite que seus raios atravessem o obturador (4) e atinjam o sensor (5), onde a imagem é formada e enviada ao processador.

Por trabalhar com reflexão por um espelho é que as câmeras profissionais costumam ser chamadas de DSLRs, sigla de Digital Single-Lens Reflex (Câmera Digital de Reflexo de Objetiva Simples). O termo “lente simples” é herança do tempo das câmeras analógicas, em que ainda existiam câmeras de objetivas duplas. Mas isso já é assunto para outro post!

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