Segue a tradução de um ótimo texto encontrado no Photography Blog, uma das mais importantes fontes de informação fotográfica atualmente. O texto trata das mudanças na fotografia trazidas pelo desenvolvimento tecnológico e discute o valor do profissional nos dias de hoje.


O VALOR DA FOTOGRAFIA NA ERA DIGITAL

Vivemos numa era em que a fotografia é mais acessível do que jamais foi.

Não faz muito tempo, retratos eram algo muito raro: um evento de várias horas vivido por alguém no máximo uma vez na vida.

No entanto, o novo século trouxe mudanças dramáticas a ponto de um poderoso equipamento fotográfico poder ser carregado no bolso. É possível fotografar qualquer coisa a qualquer momento – sua refeição no almoço ou seu rosto num espelho – e compartilhar com o mundo todo num piscar de olhos.

Trata-se de um panorama vertiginoso que era inimaginável há algumas gerações atrás.

Independentemente do equipamento em si, também estão cada vez mais acessíveis aplicativos e programas de edição de fotos. A ação de apertar alguns botões sobre uma tela é capaz de realizar um trabalho que, outrora, podia levar horas num quarto escuro. Então, uma vez que armazenar, editare compartilhar imagens é algo tão simples, será que ainda há espaço para o profissional? Ainda existe a necessidade de frequentar cursos de fotografia? A resposta é sim. E mais: existem mais oportunidades para o profissional criativo hoje do que em qualquer momento da história.

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Copyright | B. Andreoli

Todo profissional sabe que a melhor tecnologia não vale de nada nas mãos do usuário despreparado. Com a fotografia, não é diferente. Embora o leigo possa pensar que uma foto é feita tão somente de apontar e clicar, o profissional sabe que é necessário muito mais do que isso: cursos ensinam coisas como composição e teoria de cores – que são a espinha dorsal das artes plásticas – e também fornecem ferramentas para o desenvolvimento do olhar talentoso.

A demanda por imagens de alta qualidade é, hoje em dia, maior do que nunca. Imagens são fundamentais para a Internet, para as artes gráficas impressas, para a propaganda etc. Além disso, grandes fotografias sempre se sobressaem. Com tantos instantâneos inundando a Rede, acaba sendo mais fácil impressionar-se com um trabalho verdadeiramente profissional. Casamentos, animais, crianças, etc: fotógrafos são contratados para retratar tais situações porque o amador não confia em sua própria técnica, por mais aplicativos que seu celular contenha.

Analisar os fatos sob esse prisma torna claro que o fotógrafo moderno é mais do que alguém que retrata situações na história. Ele é um artista, e suas habilidades mais valiosas e vendáveis são sua visão única e sua capacidade de se comunicar através da imagem. Enquanto instantâneos são baratos e numerosos, a boa fotografia continua tendo o mesmo valor que sempre teve.

O artista deve encontrar seu próprio caminho, mas há alguns pontos que podem ser considerados para o bem de seu desenvolvimento:

1. Desenvolva seu ofício. Mesmo que você seja profissional, considere tomar cursos e frequentar workshops, como uma forma de afiar sua técnica e conhecer mais sobre seu próprio trabalho. O autodidata pode se beneficiar muito ao formalizar sua educação e obter informações que o farão destacar-se ainda mais dos amadores.

2. Não tenha medo de novos nichos de mercado. Não surpreende o fato de as fotografias de acervo (“stock”) serem um grande negócio – embora a maioria das imagens encontradas nessa categoria não se destaquem tanto. Se você tem intenção de criar algo novo e diferente para oferecer a outros profissionais criativos (como, por exemplo, designers de capas), você está entrando num negócio de vanguarda. Mantenha contato com designers e outros profissionais que frequentemente precisam de fotografias para saber o que eles precisam e procuram, e encontre uma maneira de satisfazê-los.

3. Faça sua propaganda enquanto artista. A fotografia puramente comercial costuma ser tratada como uma habilidade tão somente técnica. Apesar de exigir habilidade técnica, entretanto, também exige o mesmo impulso artístico de, por exemplo, pintar quadros. Crie um visual único e use-o como sua marca pessoal. Mostre seu trabalho com orgulho e venda impressões de imagens que as pessoas queiram pendurar na parede.

4. Não desvalorize seu trabalho. O artista tem tendência a querer trabalhar de graça e a preços reduzidos, mas não se lembra que essa prática reduz o valor de sua obra. Use preços razoáveis e mantenha-se firme. Ao mesmo tempo, faça um trabalho de qualidade. Se seu trabalho é de alto nível, o preço é uma questão secundária: o cliente arranjará o valor justo a ser pago se estiver certo de que está comprando qualidade.

Seja você um jovem estudante tomando suas primeiras aulas de fotografia ou um veterano reencontrando-se num mundo de mudanças constantes, não há razão para desespero no que se refere ao futuro da fotografia. As coisas hoje podem estar diferentes de décadas atrás, mas é muito possível que as novas mudanças contenham justamente o que é necessário para soprar novo ânimo em sua carreira!

Acesse o texto original aqui.

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