Reproduzo mais um dos textos que escrevemos para o Fotografia & Ensino. Este post em particular faz um resumo do uso de flash, em modo manual, com uso do número-guia.


Os modernos flashes automáticos oferecem pelo menos duas maneiras de se trabalhar (que se selecionam, geralmente, por meio do botão “mode”): o modo” TTL” e o modo manual.

O modo TTL é um recurso automático em que o flash lança mais de um feixe de luz e faz a medição da cena. Isso ocorre por meio da leitura dos raios de luz que retornam e passam através da objetiva, atingindo o fotômetro da câmera (daí o nome through the lens).

Copyright | Bruno Andreoli

Não obstante, para que se faça um bom trabalho em modo TTL, é importante que se tenha consciência de seus critérios, que somente são totalmente compreendidos com o domínio do modo manual.

 Todo flash possui um valor de potência máxima que é dado pelo seu “número-guia”, um valor que relaciona abertura de diafragma, distância ao assunto e abertura de diafragma, o que possibilita um cálculo simples na hora de fotografar. É importante, no entanto, levar em consideração que, como um padrão, o número-guia vale para a câmera configurada em ISO 100 e o flash regulado em potência total, isto é, 1/1.

De posse do número-guia, que consta nos manuais de instruções das unidades de flash ou pode ainda ser determinado pelo fotógrafo por meio de teste, basta dividi-lo pela distância do flash até o assunto, em metros, e teremos a abertura de diafragma que devemos usar para fazer a foto.

Um exemplo: digamos que uma determinada unidade de flash possui número-guia igual a 32, e está localizado sobre a câmera, dirigido para a frente. Se desejarmos registrar um motivo que se encontra a quatro metros de distância, a abertura de diafragma que devemos selecionar é igual a 32/4 = f8. Se o motivo vier a deslocar-se (ou mesmo o fotógrafo), o cálculo deverá ser refeito.

Embora o cálculo, a princípio, valha apenas para o flash em potência total (1/1), podemos reduzi-la se compensarmos a mudança variando-se, por exemplo, o ISO da câmera. Isto é, em potência ½ e ISO 200, ou em potência 1/8 e ISO 800, o cálculo continua sendo válido, sem que sejam necessárias adaptações. 

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