A proposta de um estúdio fotográfico, seja de retratos ou naturezas-mortas, reside no controle total da iluminação. Diferentemente do trabalho com luz natural, em que se tem uma luz de partida de intensidade fixa (muito embora seja passível de reflexão e difusão), num estúdio parte-se do “zero” até a construção totalmente artificial da iluminação de uma cena.

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Copyright | B. Andreoli

Independentemente do tipo de trabalho, a luz pode ser estudada por meio de quatro variáveis: (a) cor; (b) direção; (c) natureza e (d) intensidade. A cor varia dentro de todo o espectro visível; a direção trata das coordenadas da fonte, nos eixos horizontal e vertical; a natureza da luz pode ser tanto dura quanto suave, com toda a gradação possível; e a intensidade pode ser forte ou fraca.

As ferramentas de que se dispõe para o controle das variáveis acima consistem em flashes, géis coloridos, tripés, acessórios como sombrinhas, refletores e softboxes e outros. Refletores parabólicos e snoots (refletores cônicos) tendem a fornecer luz dura, enquanto softboxes e sombrinhas tendem a fornecer luz suave. Por mais caro ou high-tech que seja um determinado acessório modificador de luz, ele não fará mais do que refletir, difundir ou concentrar a luz.

A estratégia inicial do trabalho em estúdio consiste em posicionar uma luz principal (cuja medição por fotômetro será a principal referência para a abertura de diafragma da câmera) geralmente ao nível dos olhos do modelo ou acima disso (o que não nos proíbe de causar algum efeito criativo com a luz vinda de baixo). A posição da luz com relação ao eixos vertical e horizontal pode assumir qualquer ângulo e o resultado poderá ser avaliado por meio das sombras projetadas sobre o rosto do modelo pela luz-guia dos flashes de estúdio.

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(Com auxílio do Professional Snapshots)

Além da luz principal, uma luz auxiliar pode ser posicionada de maneira a reduzir o contraste do retrato, iluminando o lado escuro do rosto do modelo. O padrão para a intensidade dessa luz é de 1 valor de exposição a menos do que o da luz principal. A iluminação do fundo infinito pode ser feita com auxílio de um terceiro flash, dotado de refletor parabólico e em valor de exposição de um a dois pontos maior do que o da luz principal (para efeito de fundo branco-estourado) ou de um a dois pontos menor do que a luz principal (para efeito colorido com uso de gelatinas ou celofane).

Um agradável efeito de contra-luz de recorte para os cabelos ainda pode ser conseguido com um flash dotado de snoot dirigido para as costas do modelo em valor de exposição de um a dois pontos maior do que o da luz principal. Nesse caso, é conveniente o uso de um para-sóis acoplado à objetiva para evitar o efeito de reflexos indesejáveis.

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