“There is nothing worse than a sharp image of a fuzzy concept.”

– Ansel Adams

Composição é indiscutivelmente uma palavra bem bacana para definir o conceito de construção da fotografia. É uma crença comum aos fotógrafos que a composição é semelhante às fundações de uma construção, e que, portanto, sem ela, por mais que tudo o que faz parte da cena seja colorido, bem desenhado ou potencialmente informativo, não é possível produzir uma imagem eficiente.

Os cursos de fotografia costumam trazer uma meia dúzia de regras para o iniciante, pedindo sempre que se observe, entretanto, certo cuidado com a palavra “regra” – para que ninguém sinta-se preso a ponto de limitar a própria criatividade.

Além disso, atente que ninguém está aconselhando que todos esses elementos estejam presentes o tempo todo em todas as nossas fotos.

Dito isso, coloco algumas das dicas mais comuns:

SIMPLICIDADE DE ELEMENTOS

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Copyright | B. Andreoli

Não tenho certeza se esse é o melhor nome para a primeira sugestão. Mas posso dizer que, se alguém pedisse que eu desse um único conselho sobre composição, seria esse: mantenha a coisa minimalista. Isso não significa que não existem fotos excelentes com muitos elementos, mas apenas que é preferível ter poucos elementos e uma mensagem clara a ter uma profusão de objetos diferentes que não guardam relação entre si.

EMOLDURAMENTO

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Copyright | B. Andreoli

Não estou pedindo para você colocar suas fotos em molduras para pendurar na parede (embora você possa fazer isso à vontade, e dou a maior força). O que quero dizer é que é possível ter molduras dentro da cena, que direcionarão a atenção do interlocutor ao assunto. Será que a foto acima seria mais ou menos interessante sem os sarrafos do brinquedo de playground? Mais uma vez, isso não significa que todas as suas fotos devam apresentar estruturas assim, mas pode ser uma boa ideia buscar elementos semelhantes a molduras para incrementar a imagem. Uma prática comum é fotografar uma cena de dentro de uma casa, deixando aparecer os batentes da porta ou da janela; ou mesmo deixar galhos de árvores em primeiro plano, “enquadrando” um possível assunto mais adiante.

LINHAS

As teorias da imagem dão algumas indicações do que as linhas numa composição podem significar: linhas horizontais, por exemplo, trariam a sensação de estabilidade, enquanto linhas verticais em sequência podem trazer efeito de ritmo. Nunca devemos esquecer que, ao fotografar, estamos transformando algo que está em terceira dimensão (nosso assunto, além de todo o resto) em uma chapa de duas dimensões. O que é interessante em 3d pode não sê-lo em 2d. Essa afirmação por si só já justifica qualquer cuidado que se tenha com a composição, mas quando falamos sobre as linhas formadas pelos objetos, estamos citando as verdadeiras protagonistas. As linhas, se não são retas, são curvas, mas sempre estão presentes – elas são o elemento fundamental sobre o qual construímos nossas imagens.

PERSPECTIVA

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Copyright | B. Andreoli

As linhas diagonais nos levam à impressão de perspectiva. Você precisa usar esse recurso se quiser conferir efeito de profundidade, já que, como já foi dito, a foto não é 3d.

TEXTURA

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Um objeto com uma textura interessante em sua superfície, por si só, já chama a atenção. Na foto acima, temos duas texturas diferentes: o cimento, mais áspero, e os tijolos, que, embora não cheguem a ser lisos, apresentam uma superfície bem diferente. Esse tipo de contraste pode ser usado a nosso favor. Será que você já não viu por aí retratos de modelos com o rosto próximo a árvores descascando?

PADRÕES / REPETIÇÕES

Outras coisas que chamam a atenção de nosso cérebro são a repetição de formas e a presença de padrões. Nas fotos, ocorre repetição da forma circular, além de repetição de objetos: no primeiro caso, vasos, e, no segundo, tonéis. Observe que não estamos falando somente de puras formas geométricas, mas também do significado de cada objeto. Os itens da foto da esquerda têm quase todos eles formas diferentes, mas sabemos reconhecê-los a todos como vasos de cerâmica.

A “REGRA DOS TERÇOS”

Talvez esta merecesse um post só para ela, famigerada que é. A Regra dos Terços (ou Regra dos Três Terços, como também é chamada) baseia-se na divisão do enquadramento em três partes, tanto na horizontal quanto na vertical. As intersecções dessas divisões são consideradas bons locais para se posicionar nossos assuntos principais.

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Falaremos novamente sobre ela no próximo post, a respeito da Proporção Áurea. Aguarde!

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