O tipo e o tamanho da fonte de luz que você escolhe para fotografar têm influência indiscutível sobre o resultado final. Mas tão importante quanto essas duas variáveis é a posição da fonte de luz escolhida.

Trazemos sempre conosco um repertório de imagens relacionadas às sensações e a questões emocionais. Iluminar o rosto de uma pessoa por debaixo traz um aspecto sinistro (como nos mostrou o cinema do século XX), enquanto que paisagens iluminadas por um sol baixo inspira a sensação de paz, como num quadro bucólico de Claude Lorrain.

Dessa forma, a posição da fonte de luz, além de ter óbvios objetivos concretos, também permite que atuemos sobre aspectos subjetivos da imagem. Por isso, convém ao fotógrafo dominar a produção desses efeitos, sempre em acordo com sua intenção de artista.

Como uma forma de ilustrar as diferenças mais visíveis produzidas pela escolha da posição da luz, fiz as imagens abaixo com auxílio de uma lanterna de celular.

ILUMINAÇÃO FRONTAL

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Iluminar o motivo de frente pode ser eficiente no sentido informativo, já que, praticamente, não há áreas visíveis sem luz; além disso, as cores ganham saturação. Não é à toa que é dessa forma que é feita a maioria das fotos de imprensa, com o flash sobre a câmera. Fotografar assim, no entanto, faz com que nossa imagem perca em volume e profundidade. Por isso, não costuma ser um método de iluminação indicado para retratos.

ILUMINAÇÃO LATERAL

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Este tipo de iluminação causa o efeito inverso da iluminação frontal: temos plena convicção de que nosso assunto é dotado de volume e que tem textura; apesar disso, podemos ter perda de informação em regiões mais escuras. Ainda assim, esse tipo de iluminação é mais usado do que o frontal, mesmo em retratos. As áreas de sombra assim formadas causam belos efeitos em fotografias, por exemplo, de paisagens e de arquitetura.

ILUMINAÇÃO SEMI-LATERAL

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Quando a iluminação é feita num ângulo intermediário, as áreas iluminadas tornam-se mais amplas, podendo trazer vantagens sobre a iluminação totalmente lateral, dependendo de nossos objetivos. Esse tipo de iluminação é usado com muita frequência.

ILUMINAÇÃO SUPERIOR

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A grande maioria das fotos feitas ao ar livre são iluminadas dessa maneira pelo sol. Esta foto mostra que uma possível desvantagem é o surgimento de sombras no rosto. É claro que o urso está de chapéu, mas mesmo que nosso assunto não tenha nada cobrindo a cabeça, ainda é comum que se formem sombras duras nos olhos e sob o queixo. Para evitar esse efeito, em fotos externas com esse tipo de iluminação, convém que rebatamos parte da luz que vem de cima de volta para o rosto do modelo, com auxílio de uma superfície clara, como um rebatedor ou uma cartolina.

ILUMINAÇÃO DE FUNDO

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Nessas fotos, estou mantendo a fotometria da câmera sempre igual, e, por isso, iluminar um objeto somente por trás só poderia causar o desaparecimento quase total do assunto. No entanto, observe o contorno formado; é o que chamamos de silhueta. Esse tipo de iluminação também pode ser utilizado em conjunto com outros, para que silhueta entre na imagem como um toque a mais. Posicionar um refletor atrás de uma modelo numa sessão é um recurso comum, que valoriza contornos do corpo e dos cabelos.

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