O fotógrafo tem como tarefa distinguir aspectos da realidade em terceira dimensão que possam levar a boas imagens. Diferentemente daquele de um escultor, nosso resultado final é uma chapa, seja ela digital ou física, e isso deve estar em mente o tempo todo. Cada tipo de motivo que visamos fotografar deve ser estudado, num trabalho que envolve muito tempo de prática, de maneira que sejamos capazes de capturar seus melhores aspectos. E um bom resultado final também depende da escolha correta do equipamento, para que o mesmo trabalhe a favor de nossos objetivos.

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Se a oportunidade de tirar uma foto for passageira, devemos utilizar o que tivermos à mão, como um celular, por exemplo. Mas se pudermos fazer previsões, como ocorre em muitos casos, devemos escolher com cuidado a objetiva e outros parâmetros. Pensando assim, também temos tempo de solucionar eventuais problemas que poderiam vir a surgir durante a sessão.

Mas, além de tudo isso, seu equipamento, por mais que seja o ideal para determinada situação, ainda tem importância inferior diante do motivo. Imagine um cachorrinho novo que ainda não obedece a ordens; todo o seu resultado depende da espontaneidade do animalzinho – o que parece imprevisível, mas não é. Pouco tempo de observação permitirá compreender seu comportamento e, portanto, extrair bons resultados, mesmo numa situação que não parece ideal a princípio.

Uma vez que o assunto foi bem estudado, pense então no material que utilizará para fotografar. Uma sessão de retratos pode ser arruinada pelo uso de lentes grande-angulares, se elas forem usadas sem objetivos artísticos claros. Num caso como esse, portanto, convém optar, em vez daquelas, por tele-objetivas curtas, por exemplo.

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Ainda assim, nem sempre é possível utilizar o equipamento ideal. Fotografar num quarto pequeno pode exigir o uso de grande-angulares, já que a distância do fotógrafo ao motivo acaba sendo muito pequena. Da mesma forma, você pode não ter uma objetiva longa o suficiente para fotografar um atleta distante num jogo de futebol, mas talvez possa utilizar da sua criatividade para compor uma cena mais ampla e que envolva outros elementos.

Além disso, há outras dicas das quais se pode lançar mão na hora de observar seu assunto e fotografá-lo. Examinar a cena com um dos olhos fechados é uma delas: assim, você perde, em parte, a noção de profundidade e enxerga bidimensionalmente, de maneira similar a uma imagem fotográfica, o que facilita algumas decisões concernentes à composição.

O aspecto tonal da imagem também pode ser avaliado com mais precisão se você observar a cena com os olhos semicerrados. Observe que, se você fizer isso, tornará a sensibilidade de seus olhos à luz semelhante à de uma câmera, isto é, as altas luzes e baixas luzes ficarão mais parecidas com as de uma fotografia. Isso pode ser útil para julgar o quanto aquela cena pode ser interessante. Além disso, auxilia cálculos de fotometria.

 

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