“… and you truly begin to fall in love with photography itself rather than just the gadget that does it all.”

Sem grandes alardes, essa caixinha prateada é quem vai lhe mostrar o que é que há de verdade na fotografia analógica – e na fotografia como um todo.

Certa vez li em algum lugar: “arranje uma Pentax K1000 e vá conhecer o mundo”. Tentador. Somente sua própria respiração, um obturador, uma lente, e o mundo à sua volta. Sem fios. Sem baterias. Sem carregadores. Sem medo de lhe roubarem seu equipamento de milhares e milhares de reais. Sem aborrecimentos.

O DESIGN

A K1000 é uma SLR de 35mm, e que foi lançada em 1976 – o que não significa que não esteja mais em atividade. Mesmo em tempos de fotografia digital, internet e Instagram, ainda há uns poucos fotógrafos de eventos e fotojornalistas em certos cantos do mundo que a utilizam. Isso porque a K1000 foi fabricada até 1997, e uma máquina como essa, quando bem tratada, não chega nem perto de se cansar com meros 20, 30 ou mesmo 40 aninhos de idade. Não há luzinhas, autofoco ou quaisquer outros mecanismos automáticos que possam dar defeito.

No corpo da máquina, há um disco de seleção de velocidades de obturador que vai até um milésimo de segundo (de onde vem o número ‘1000’ de seu nome), manivelas de avanço e rebobino do filme, disparador e sapata para flash. E só. Isto é, o necessário e nada mais.

As lentes compatíveis são do tipo baioneta-K, que a Pentax e outras marcas fabricaram a rodo. Tome cuidado porque você também irá encontrar lentes do tipo rosca M42, que eram usadas nas Spotmatics – suas precursoras – e essas não servirão na K1000.

No geral, portanto, seu design tem caráter basicamente mecânico, e com o ruído de disparo mais bonito que eu já ouvi. Isso torna o mais popular modelo da Pentax um equipamento muito prazeroso de se trabalhar.

Tiradas com a K1000. (Copyright: B. Andreoli)

UM TOQUE DE REQUINTE

Você já tem tudo o que precisa. Mas essa câmera traz algo a mais para facilitar um pouquinho nossa vida: um simpático ponteirinho no visor animado por um fotômetro a baterias LR-44. Aliás, uma só bateria LR-44 que dura para caramba, especialmente se você mantiver a objetiva tampada. Ou seja: carregue a K1000 com um filme, coloque uma bateriazinha dessas que se encontram em qualquer lugar, mire, coloque o ponteiro no meio e atire.

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Peruíbe, com a K1000 e Fuji Superia 400. (Copyright: B. Andreoli)

Não é grande coisa, você pode pensar. Talvez até esteja certo. Mas essa é aí que reside a beleza dessa maquininha: é um equipamento reduzido ao básico, ao mais minimalista, e que te traz o mais para perto possível da sua fotografia.

ARRANJE UMA PENTAX K1000 E VÁ CONHECER O MUNDO!

Para o iniciante, a melhor professora. Para o iniciado, um prazer indescritível. É barata, permite o uso de um grande número de lentes e nos ensina tudo aquilo de que precisamos saber. Manual demais? Em tempos de smartphone e lasagna congelada, talvez. Mas dê uma chance a ela e você terá imagens de altíssima qualidade com um equipamento barato, confiável e bem mais simples do que DSLRs full-frame que dão até preguiça de ler o manual.


Mais informações: 

http://camera-wiki.org/wiki/Pentax_K1000

https://www.manualslib.com/manual/306927/Pentax-K1000.html#manual


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